Nosso encontro de hoje aborda uma questão polêmica, organizada em três eixos:
O que avaliar?O que avaliamos no cotidiano fica registrado como?
Como avaliar?
Para quê avaliar?
As questões morais aparecem nos registros de avaliação?
Há formas de avaliação formais e não-formais.
A subjetividade é indiscutível nos processos de avaliação.
Questões de padronização dos registros dividem opiniões. Para quê padronizar?
Algumas respostas: facilita leitura e comparação entre crianças, escolas, facilita para os pais.
O diálogo com os pais não deve passar pela adequação das FADs (Fichas de Avaliação Descritiva). Precisamos pensar em como trazer mostras do trabalho e do crescimento das crianças de outras maneiras.
Juliana nos conta do histórico do processo de implementação de Avaliação Institucional (AI).
Circularam entre nós as publicações da SME no âmbito da Avaliação Institucional. O livro "A Avaliação Institucional Como Instância Mediadora da Qualidade da Escola Pública: a Rede Municipal de Educação de Campinas como Espaço de Aprendizagem", traz embasamento teórico para o debate e trabalho com AI nas escolas.
O livro "A Avaliação Institucional como instância mediadora da qualidade da escola pública: o processo de implementação da rede municipal de Campinas em destaque. Volume 2" traz experiências produzidas nas escolas de Campinas com a AI. Será lançado em junho.
Juliana indica leitura do blog: AVALIAÇÃO EDUCACIONAL – Blog do Freitas, que em última postagem traz a fala de uma aluno participante de CPA, que reconhece sua importância para trabalho da escola alterando sua autoimagem como estudante.
Dos conceitos trabalhados nos trabalhos de AI, o de Qualidade Negociada é importante. Acabo de encontrar uma artigo do Luiz Carlos de Freitas.: Qualidade negociada: avaliação e contra-regulação na escola pública
Conversamos sobre os planos de trabalho necessários para a CPA, do encaminhamento e acompanhamento das demandas e do imbricamento de outras práticas participativas que incluam os estudantes neste trabalho.
Algumas professoras disseram de suas práticas semanais de assembléia de classe e do quanto a abertura para ouvir as crianças gera outros espaços de escuta e uma agilidade nos encaminhamentos daquilo que estas indicam para escola. Uma turma isolada, que realiza com regularidade a assembléia não terá sua capacidade e potencialidade explorada caso a escola não assuma este diálogo com os estudantes como fundamento para todo o trabalho pedagógico.
Mariana nos apresenta sua pesquisa vinculada ao Observatório da Educação, sobre letramento matemático realizada a partir da implementação da Provinha Brasil de Matemática no município de Itatiba, em 2011.
Mariana nos conta da análise feita do próprio material da Provinha, da dificuldade que algumas crianças encontraram por conta da ilustração das questões ou mesmo do enunciado que possibilitava duas interpretações possíveis.
A partir das questões que as crianças não conseguiram responder adequadamente (para aquilo que a Provinha solicitava) a professora da turma junto com Mariana e elaboraram sequências didáticas com o conteúdo das questões. Nestas atividades usaram o livro "POBREMAS" - ENIGMAS MATEMÁTICOS
Discutimos o quanto o currículo trabalhado pode ser determinado pelas avaliações externas.
Há ainda práticas de "preparação para a prova" que comprometem o trabalho: professoras ouviram falas de colegas que diziam trabalhar divisão às vésperas da prova para que as crianças "não esqueçam" no dia da prova!
Para próximo encontro:
Trazer FADs, dialogando com quadros das Diretrizes e Direitos de Aprendizagem.
