Tarefa 1
Na Unidade 1 dos cadernos do PNAIC, discutimos três temas:
- Currículo;
- Alfabetização e Letramento;
- Avaliação.
Para sintetizá-los pense sobre:
Uma dúvida,
Uma certeza,
Uma reflexão.
Temos muitas dúvidas permeadas por reflexões que, como faz todo leitor, extrapolam o que nos traz os textos.
Por conta da organização do projeto piloto da Escola de Educação e Período Integral, tenho vivido uma imersão em reflexões sobre a organização do trabalho pedagógico no âmbito do coletivo da escola e não somente da sala de aula. Daí as questões vinculadas à maneira com nos organizamos, como corpo docente em diálogo com a comunidade escolar para planejarmos o currículo e os processos de avaliação são grandes.
Uma dúvida para mim seria: Como sistematizar e ter crenças e objetivos de trabalho coletivos explícitos com tão pouco tempo e dedicação para estudo NA escola?
Como, nós professoras, nos constituímos estudantes e pesquisadoras de nosso fazer para avançarmos em trabalhos conjuntos e de qualidade?
Para mim a qualidade não está só relacionada ao que registramos em nossas avaliações. Penso que uma escola que exclui e “ensina” aos seus alunos que eles “pouco servem” para o estudo não é de qualidade. Aqui, digo da maneira como temos restringido o poder de ação das crianças nas escolas. Como é raro que as crianças que “dão mais trabalho” ( em termos de ensino e de indisciplina) descubram-se bons produtores de conhecimento e cultura em âmbitos diferentes daqueles hegemônicos na escola.
Então, retomo a pergunta: Como fazer para avançarmos em trabalhos conjuntos e de qualidade?
Tenho cada vez mais certeza de que nem todo trabalho de qualidade com leitura e escrita cabe em “folhinhas” a serem coladas nos cadernos. E penso: como terá sido o registro da professora de Ed. Infantil de Campinas, citada na página 11 do Caderno 1 do ano 3, que percebeu ao escrever uma carta coletiva para outra turma que as crianças se reconheciam como leitoras: “que eu achei muito legal ter vindo deles é que eles disseram “A gente lê”, isto é, não é a professora que lê, mas é: “A gente que lê”.
Como registramos o aprendizado da capacidade de síntese necessária ao leitor que compara textos apreendida nos momentos de leituras compartilhada e coletiva?
Um grande questão e que vivo a me debater em aula á a construção de instrumentos de avaliação que considerem o olhar das crianças para seu crescimento e para o trabalho realizado.
Tenho investido tempo e esforço em pensar na produção de portifólios. Sem seguir manual algum. Talvez esse nem seja o nome dele ao final do processo. Penso em um “lugar” onde diferentes registros do trabalho caibam. O texto sobre avaliação do Caderno 1 ano 3, respalda esta desejo, na página 23:
A avaliação pelas crianças, sem dúvida, pode favorecer bastante a possibilidade de rever estratégias didáticas e posturas que ssumimos em sala de aula. Incluir as próprias crianças nos processos de avaliação é também uma forma de levá-las a desenvolver compromissos com suas próprias aprendizagens. Downing e Fijalkow (1984), ao discutirem sobre a importância de os estudantes participarem de diferentes etapas do processo educativo, afirmam que “a criança encontra-se na clareza cognitiva quando sabe que aprende, quando sabe o que aprende, por que aprende e como aprende” (In: BERNARDIN, 2003, p. 132).
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