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segunda-feira, 15 de julho de 2013

Três desafios e três perspectivas...

Assista o vídeo:
SALTO PARA O FUTURO: EDIÇÃO ESPECIAL COM SÉRIE DE DEBATES SOBRE ALFABETIZAÇÃO
Debate 1 - O ciclo de alfabetização em debate: Muito a ensinar e a aprender (http://tvescola.mec.gov.br/index.php?option=com_zoo&view=item&item_id=13194)
Após assistir o vídeo reflita e escreva sobre:

Refletindo sobre os aspectos abordados no vídeo, olhando para o seu trabalho e para o seu planejamento, pense e escreva, três desafios e três perspectivas que temos hoje sobre a questão do ensinar e aprender, sobre a alfabetização e sobre o leitor e escritor que estamos formando.

Sinopse do vídeoQuem nunca ouviu uma mãe ou um pai falar que assim, meio que de repente, seu filho começou a ler e a escrever? Mas quem estuda os processos de alfabetização sabe que essa aprendizagem não acontece de um dia para o outro. É, na verdade, resultado de pesquisa e de muito planejamento da escola e dos professores alfabetizadores. Nesse programa, vamos falar do que está em jogo nessa etapa, que compreende dos seis aos oito anos de idade.

1o. Desafio/ Perspectiva
Qual a idade para alfabetizar uma criança?
O ciclo.
Ao observar não somente meu planejamento, mas de todas as colegas que comigo trabalham e ouso dizer, de  muitas da rede municipal de Campinas, não vemos a questão do ciclo como ponto forte de nossas preocupações. pelo menos não, nas registradas em forma de planos.
Na questão da alfabetização vejo que o trabalho com ciclo se faz necessário e pode minimizar ansiedades, promovendo maior consciência e consistência do trabalho com a alfabetização em seus sentidos múltiplos, sem segmentar ações voltadas à interpretação ou somente à compreensão da lógica do sistema alfabético, por exemplo.
Uma organização em ciclo, feita de maneira coletiva entre as professoras pode gerar possibilidades de reorganização de agrupamentos com diferentes objetivos garantindo que durante os três anos o desenvolvimento da escrita e da leitura se dê de maneira integral, com acesso e trabalho com diferentes suportes de textos.

2o. Desafio/ Perspectiva
Concepção do que é estar alfabetizado e como planejamos nossas ações para alcançarmos objetivos comuns no processo de alfabetização das crianças.
Penso que nosso maior desafio para garantir que as crianças sejam alfabetizadas em uma concepção crítica, que considere a maneira como as crianças se relacionam com os textos e com a palavra e que promova formas autônomas de relacionamento destas com a escrita e a leitura é a sistematização deste trabalho, sem criar amarras que nos impeçam de criar em diálogo com as crianças.
Como garantir um crescimento progressivo e que possa ser compartilhado por diferentes turmas, de diferentes professoras de um mesmo ano, por exemplo, sem criar modelos de atividades que necessariamente precisem ser "aplicadas" ao mesmo tempo? Sem criarmos objetivos a serem alcançados em um mesmo período idêntico? Mas ao mesmo tempo garantirmos um trabalho que atenda aos mesmo grandes objetivos em um ano? Penso que nossa insegurança em termos de metodologia e nosso pouco tempo de estudo e planejamento coletivo dificultam trabalhos criativos, que dialoguem com as crianças e entendam os processos de alfabetização em uma concepção libertária ou que dialogue com conceitos de letramento, por exemplo.

3o. Desafio/ Perspectiva
A Alfabetização na perspectiva do letramento... e a avaliação
Discutimos um pouco da avaliação externa de leitura (Provinha Brasil) em nossos encontros e o vídeo retoma esta questão, que para mim é crucial no processo de alfabetização, tanto para pensarmos no uso que fazemos dos instrumentos que criamos na escola, como na maneira como comunicamos a maneira como trabalhamos aos pais, - por vezes unicamente- fazendo usos destes instrumentos.
Tenho feito algumas tentativas de planejar e registrar a aprendizagem das crianças de outra maneira que não somente por "provas". Mas tenho encontrado muitas dificuldades. Tanto no ato de planejar como no momento de inserir no cotidiano novas formas de registro do conhecimento que as crianças tem em relação à língua escrita.
Vejo que o diálogo com as avaliações externas é necessário e deve se dar muito mais pelo coletivo docente do que na relação com as crianças, ou seja, não devemos usar os instrumentos externos "como modelo" para os nossos e sim ampliar formas de registros que complementes estes primeiros e enriqueçam nossas concepções de alfabetização com mostras do que as crianças pensam sobre a língua durante o processo de alfabetização. Este para mim é O grande desafio!!



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