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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Último encontro

Leitura deleite
Tudo bem ser diferente, de  Todd Parr
Editora: Panda Books


Discussão sobre heterogeneidade; Juliana (cursista) trouxe questões que circulam na escola dela:
o trabalho diversificado exclui? É possível trabalhar com uma única atividade igual para todos o tempo todo?
Como lidamos com as diferenças entre as crianças, entre as famílias e assumimos a singularidades de cada
escola?
Os cadernos do PNAIC trazem exemplos de trabalho com a diversidade e questões muito recorrentes em nossos debates sobre o tema:
A proposta de ensino organizado em ciclos, em seus princípios, visa a superar esse perverso processo de exclusão. O grande mote é o respeito à diversidade de percursos de vida e estilos de aprendizagem como compromisso que a escola precisa assumir para evitar os mecanismos de exclusão que sempre praticou, ao longo dos séculos. Para deixar de ser mero discurso, precisamos pensar: que atividades e formas de organização dos alfabetizandos devemos praticar, para garantir que, ao final do primeiro ciclo, os que mais precisam sejam atendidos em suas urgentes necessidades, ao mesmo tempo em que seus colegas podem progredir ainda mais? (Unidade 7, ano 3, p.8)
As atividades em pequenos grupos são especialmente importantes, por propiciarem, de modo mais íntimo, trocas de experiências entre os alunos, levando-os a compartilhar saberes, a levantar questões e respostas que os adultos escolarizados nem sempre se propõem. Nesse modo de organização, podemos
realizar atividades unificadas, ou seja, cada grupo trabalhando independentemente, mas realizando a mesma tarefa; ou atividades diversificadas, em que cada grupo tem uma tarefa a ser cumprida. ( Unidade 7, Ano 3, p.15)







terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Como em toda conclusão ...

Busquei e revirei pastas... sabia que Brecht me ajudaria...Lançava no site de buscas, as palavras que lembrava ter lido sob sua autoria: areia, construção, pedra... E nada encontrava.
Até que por alguma combinação maluca de palavras encontrei o texto! Ele era ainda melhor do que eu lembrava! Me ajuda a expressar o que penso/sinto.
Queria dizer desta forte sensação de que aprendi muito com minhas colegas e bem menos do que imaginava que aprenderia sobre o que eu esperava aprender. 
Isso é frustrante? Não... Aponta caminhos de dúvidas que eu antes não via. Incertezas em minha prática que antes eu não reparava.... e um desejo enorme de recomeçar. Como vivo em quase todos os finais de ano: uma vontade enorme de tentar de outro jeito, fazer o que pode, para tantos, parecer o "mesmo"...

O APRENDIZ
Bertolt Brecht

Construí antes de areia, depois construí de pedra.
Como a pedra desabasse,
não construí de mais nada.
Depois voltei muitas vezes a construir
de areia e pedra; conforme, porém,
tinha aprendido.

Aqueles a quem eu confiava a mensagem
dela faziam pouco; porém aqueles em que eu nem reparava
vinham com ela até mim.
Isso tenho aprendido.

O que eu recomendava não era posto em prática;

chegando mais perto, eu via
que estava equivocado e que o correto
havia sido feito.
Com isso eu tinha aprendido.

As cicratrizes doem
nos momentos de frio.
E eu digo sempre: só a sepultura
não terá nada mais a me e
nsinar.

Seminário PNAIC -sentidos das práticas de escrita na escola

Estivemos, todas as professoras inscritas no PNAIC, reunidas para partilha de práticas e reflexões sobre o ensino da língua escrita.
Na sala em que fiquei, tivemos contato com trabalhos que partiram de livros:

  • De lendas e contos, que abrem possibilidades para o diálogos com diversos gêneros como HQs e textos científicos 
  • Ditático - que propõe trabalho sobre correspondência e é ampliado com a literatura e troca de correspondência entre turmas de escolas diferentes
  • Do educador Freinet, que inspirou o trabalho da professora Cris, que apresentou seu trablho com jornal escolar e texto livre com seus alunos de 2o. Ano.
Tivemos a possibilidade de ver o trabalho com blog no primeiro ano!
primeiro-emefelza2013.blogspot.com
A professora Lais, autora deste trabalho,  identificou princípios de Freinet em seu trabalho a partir da apresentação de Cris!
Ficou o desejo de construirmos e ampliarmos práticas de correspondência entre escolas: alguns contatos foram trocados.

No período da tarde tivemos duas palestras, que foram atrapalhadas pelo calor e espaço inadequado. A professora Gláucia compartilhou seu trabalho como formadora que acompanhou a implantação de projetos literários com professoras de Ciclo II. depois duas C.Ps. da rede trouxeram reflexões sobre alfabetização e inclusão.

Fiquei encantada com a partilha de trabalhos, por meio de posters, portfólios e comunicações: muita coisa boa tem sido produzida nas escolas. Isso foi bonito e esperançoso de viver!