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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Como em toda conclusão ...

Busquei e revirei pastas... sabia que Brecht me ajudaria...Lançava no site de buscas, as palavras que lembrava ter lido sob sua autoria: areia, construção, pedra... E nada encontrava.
Até que por alguma combinação maluca de palavras encontrei o texto! Ele era ainda melhor do que eu lembrava! Me ajuda a expressar o que penso/sinto.
Queria dizer desta forte sensação de que aprendi muito com minhas colegas e bem menos do que imaginava que aprenderia sobre o que eu esperava aprender. 
Isso é frustrante? Não... Aponta caminhos de dúvidas que eu antes não via. Incertezas em minha prática que antes eu não reparava.... e um desejo enorme de recomeçar. Como vivo em quase todos os finais de ano: uma vontade enorme de tentar de outro jeito, fazer o que pode, para tantos, parecer o "mesmo"...

O APRENDIZ
Bertolt Brecht

Construí antes de areia, depois construí de pedra.
Como a pedra desabasse,
não construí de mais nada.
Depois voltei muitas vezes a construir
de areia e pedra; conforme, porém,
tinha aprendido.

Aqueles a quem eu confiava a mensagem
dela faziam pouco; porém aqueles em que eu nem reparava
vinham com ela até mim.
Isso tenho aprendido.

O que eu recomendava não era posto em prática;

chegando mais perto, eu via
que estava equivocado e que o correto
havia sido feito.
Com isso eu tinha aprendido.

As cicratrizes doem
nos momentos de frio.
E eu digo sempre: só a sepultura
não terá nada mais a me e
nsinar.

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