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quarta-feira, 25 de setembro de 2013

17o encontro.

Leitura deleite feita pela Sílvia:
Iguais, mas diferentes. Hardy Guedes
Editora Terra Sul.
(presente na coleção de obras complementares do PNLD de 2013 a 2015.)


  1. Leitura de trechos de um texto para análise de gênero.
  2. Leitura do texto Os gêneros textuais em foco: pensando na seleção e na progressão dos alunos , de Leila Nascimento da Silva


Alguns destaques:

Mas por que tomar os gêneros textuais como objeto de ensino e aprendizagem? Mais ainda, por que torná-los o foco central no ensino relativo ao componente curricular Língua Portuguesa? não se trata de criar uma espécie de gradação dos gêneros e começar a estabelecer uma hierarquia entre eles, determinando quais devem ser explorados em cada ano. A proposta de Dolz e Schneuwly (2004) é que esta progressão seja garantida por meio do aprofundamento dos objetivos didáticos. Assim, um mesmo gênero pode ser  trabalhado em anos/ciclos/ séries diferentes, mas com o passar dos anos essa abordagem deve ser cada vez mais complexa (aprendizagem em espiral).

É preciso pensar problemas de linguagem de diferentes níveis de dificuldade que vão se aprofundando com o avançar da escolaridade. Tais problemas estariam relacionados às capacidades de linguagem: capacidades de ação (representação do contexto social, no qual a situação de interação está inserida), capacidades discursivas (estruturação discursiva dos textos) e capacidades linguístico- discursivas (escolha de unidades linguísticas) (DOLZ E SCHNEUWLY, 2004).

Mas, por que escolher, em cada ano, exemplares de gêneros de diferentes agrupamentos? Primeiro, porque os agrupamentos buscam garantir que diferentes finalidades sociais de leitura e escrita sejam contempladas
em sala de aula, por meio de um trabalho sistemático com gêneros variados.
Segundo, ao explorarmos um gênero de um agrupamento, estamos proporcionando que determinadas operações de linguagem sejam desenvolvidas, ou seja, aquelas mais intimamente ligadas a um agrupamento
e não a outro. Este aprendizado também contribui para que os alunos consigam lidar melhor com outros gêneros do mesmo agrupamento.

Por fim, um terceiro aspecto a ser levado em consideração é o fato de que há alunos com mais facilidade, por exemplo, na produção de textos com a finalidade de debater temas controversos; já outros podem
ter mais habilidade em construir textos narrativos ficcionais. Se trabalharmos com gêneros pertencentes a um único grupo, os alunos com dificuldades de lidar com gêneros deste grupo poderão encarar o ato

da escrita como um obstáculo constante, algo difícil de ser superado, desmotivando- -os para as outras aprendizagens. Porém, ao variarmos os gêneros, daremos oportunidades aos alunos para também mostrarem suas melhores habilidades e, assim, contribuímos para mantê-los motivados a

continuar seu processo de apropriação das práticas de linguagem. 

Defendemos aqui, que, em todas as etapas de escolaridade, sejam realizados estudos sistemáticos, por meio de diferentes formas de organização do trabalho pedagógico (projetos didáticos, sequências didáticas, 
entre outras) de gêneros pertencentes a estes onze agrupamentos. São eles:

1) Textos literários ficcionais São textos voltados para a narrativa de fatos e episódios do mundo imaginário
(não real). Entre estes, podemos destacar: contos, lendas, fábulas, crônicas, obras teatrais, novelas e causos. 
2) Textos do patrimônio oral, poemas e letras de músicas Os textos do patrimônio oral, logo que
são produzidos têm autoria, mas, depois, sem um registo escrito, tornam-se anônimos, passando a ser patrimônio das comunidades. São exemplos: as travalínguas, parlendas, quadrinhas, adivinhas,
provérbios. Também fazem parte do segundo agrupamento os poemas e as letras de músicas.
3) Textos com a finalidade de registrar e analisar as ações humanas individuais e coletivas e contribuir para que as experiências sejam guardadas na memória das pessoas Tais textos analisam e narram situações
vivenciadas pelas sociedades, tais como, as biografias, testemunhos orais e escritos, obras historiográficas e noticiários.
4) Textos com a finalidade de construir e fazer circular entre as pessoas o conhecimento escolar/científico
São textos mais expositivos, que socializam informações, por exemplo, as notas de enciclopédia, os verbetes de dicionário, os seminários orais, os textos didáticos, os relatos de experiências científicas e os textos de divulgação científica.
5) Textos com a finalidade de debater temas que suscitam pontos de vista diferentes, buscando o convencimento do outro Com base nos textos do agrupamento 5 os sujeitos exercitam suas capacidades argumentativas. Cartas de reclamação, cartas de leitores, artigos de opinião, editoriais, debates regrados e reportagens são exemplos de textos com tais finalidades.
6) Textos com a finalidade de divulgar produtos e/ou serviços - e promover campanhas educativas no setor da publicidade Também aqui a persuasão está presente, mas com a finalidade de fazer o outro
adquirir produtos e/ou serviços ou mudar determinados comportamentos. São exemplos: cartazes educativos, anúncios publicitários, placas e faixas. 
7) Textos com a finalidade de orientar e prescrever formas de realizar atividades diversas ou formas  e agir em determinados eventos Fazem parte do grupo sete os chamados textos instrucionais, tais como, as receitas, os manuais de uso de eletrodomésticos, as instruções de jogos, as instruções de montagem e os regulamentos.
8) Textos com a finalidade de orientar a organização do tempo e do espaço nas atividades individuais e coletivas necessárias à vida em sociedade. São eles: as agendas, os cronogramas, os
calendários, os quadros de horários, as folhinhas e os mapas. 
9) Textos com a finalidade de mediar as ações institucionais. São textos que fazem parte, principalmente, dos espaços de trabalho: os requerimentos, os formulários, os ofícios, os currículos e os avisos.
10) Textos epistolares utilizados para as mais diversas finalidades As cartas pessoais, os bilhetes, os e-mails, os telegramas medeiam as relações entre as pessoas, em diferentes tipos de situações de interação.
11) Textos não verbais: Os textos que não veiculam a linguagem verbal, escrita, tendo, portanto, foco na linguagem não-verbal tais como, as histórias em quadrinhos só com imagens, as charges, pinturas, esculturas e algumas placas de trânsito compõem tal agrupamento.

Da leitura dos materiais dos 1os e 2os anos...
1o ano: há a dificuldade de trabalhar para dar conta de fazer com que os alunos estejam alfabéticos no fim do ano e trabalhar gêneros literários.
2o. ano. destacam a diferença entre tipos textuais e gêneros textuais.
Tipos textuais - categorias teóricas, narração, exposição, argumentação, descrição e injunção (procedimento)
Gêneros textuais - fenômenos sociais, culturais e históricos. São: mutáveis, relativamente estáveis com características específicas dependendo do gênero.


Tarefas para próxima aula:
1- trazer um livro que goste.
2 - responder questionário sobre gênero

Para dia 9 - iniciar leitura da unidade 6
Ler relato de experiência.

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