Leitura para deleite e análise:
A aldeia que nunca mais foi a mesma.
Coluna Ciência e Sociedade, do Jornal Folha de São Paulo, de 19.05.1984
Lemos o texto por partes, fazendo inferências a respeito do tema e da composição da narrativa.
O que entendemos do texto? é uma conto? Onde se passa?
A aldeia é só de mulheres?
No fim do texto, Rubem Alves, diz porque trouxe o reconto do texto de Gabriel Garcia Marques, mas não diz literalmente. Pela data do Jornal, inferimos que seja pela morte de Tancredo Neves e pelo movimento das Diretas.
Em um segundo momento, analisamos as atividades de planejamos com uso de diferentes gêneros.
Listamos os gêneros mais usados no três anos.
1o. ano:
cantiga
Bilhete
Lista
Contos
Gráfico
Tabela
Quadrinha
Receita
2o. ano:
contos de fadas
Receita
Fábula
Bilhete
Texto informativo
debate
Lista
Teatro
3o. ano
contos de fadas
lendas
fábulas
cartas
ficha técnica
diário
anúncio
memórias
H.Q.
Questões que surgiram do debate:
Quadra de verso, parlenda, poema, poesia... O que difere estes tipos de texto? São, todos, gêneros diferentes?
Reescrita, reconto, refacção: o que difere um conceito do outro? O conceito de refacção foi trazido pela Gilda, do material da Kátia Smolle, do MATEMA.
Penso, cada vez mais, que toda lista de conteúdos colocada por ano em guias, diretrizes e afins, amarra o trabalho dificultando a produção autoral da aula por parte dos docentes, que tomam avaliações como parâmetro para o planejamento.
Quando criamos "listas" de conteúdos a serem dados por ano, pensamos em conteúdos a serem avaliados por ano, quando não os pensamos por trimestre. Assim, o diálogo com as demandas das crianças, suas características, modos e lógicas de vida e comportamento ficam "estreitadas" pelas demandas que buscam unificar o trabalho em nome da garantia de uma qualidade questionável.
Penso: Como corpo docente que não só recebe "instruções" de organização do trabalho pedagógico, quando entenderemos como um trabalho de qualidade aquele que valoriza os sujeitos envolvidos como produtores de cultura e conhecimento?
Quando o grupo de crianças e seus familiares serão reconhecidos como sujeitos que devem participar da elaboração dos planos de trabalho pedagógico?
Qual a diferença entre produção de texto e redação?
A primeira coisa que nos vem à mente é dizer que não trabalhamos mais com redação, pensando que este tipo de texto passa pelo pedido de escrita totalmente fora de contexto.
Juliana trouxe um slide baseada em texto do prof. Wanderley Geraldi, onde coloca que a produção de textos surge de uma necessidade, em um contexto significativo:
ter o que dizer
ter razão para dizer
ter para quem dizer
assumir-se como locutor, como sujeito que diz o que diz para alguém, responsabilizando-se pelo seu dizer;
escolher estratégias usando linguagem para realizar (gênero, vocabulário, organização textual.)
Já a redação
é produzida apenas para a escola
a partir de situações artificiais
geralmente presa a modelos rígidos
sem motivação do vivido, sem razão real para justificar o dizer para alguém.
Fizemos uma discussão.Ainda lemos a necessidade de motivação real para escrita com a necessidade de um "grande projeto".Difícil compreendermos a escola como comunidade que produz textos para deleite, análise, comunicação, expressão... Que lê e escreve para si e para o outro e não apenas para exercitar esta ou aquela habilidade...