Páginas

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

12o. encontro

Leitura deleite: Façanhas do Zé Burraldo
Diz o autor (Ricardo Azevedo) sobre este texto: Construí “Façanhas do Zé Burraldo” com base em vários episódios populares avulsos – o caso do poço, o roubo do burro, o burro que descomia dinheiro, a anedota do teatro e o caso do “adivinho” que culmina com o enterro do herói que pensa ter morrido –, que fui recolhendo aqui e ali mas que, por si só, não formavam um enredo com começo, meio e fim.
Texto faz parte do livro:

Histórias de bobos, bocós, burraldos e paspalhões

Combinamos que nos dias 18/9 e 25/9 apresentaremos nossos portfolios.

Analisamos tabelas com hipóteses de escrita de 1o a 3o anos compartilhada pelas colegas.
Alguns questionamentos apareceram sobre os objetivos que colocamos para cada ano, em relação às hipóteses de escrita e produções de texto.
Discutimos o risco que corremos quando focamos unicamente na hipótese de escrita no trabalho inicial.
Como damos conta da escrita de textos desde o primeiro ano e trabalhamos com leitura.
Terezinha disse que faz leitura individual todos os dias, usando a Coleção Mico Maneco.
Cris diz do uso do Texto Livre - uma das técnicas de Freinet- e da publicação dos textos feitos pelas crianças.

Lembro de um site que gosto, abro a caixa de email e escrevo para o grupo:


Meninas, A Cris mencionou o Freinet e a publicação e circulação dos textos produzidos pelas crianças. Lembrei em partilho com vcs um site que gosto muito.
Trata-se do site de uma ONG pernambucana que orienta e publica jornais escolares, fundamentada por Freinet.
Vejam só: http://www.jornalescolar.org.br/o-jornal-escolar/
Eles disponibilizam modelos de jornais para facilitar a diagramação (que é o mais chatinho de fazer)
Bom proveito!
Mafê
...

Discutimos os usos da escrita na escola. para quê as crianças escrevem? Para quem?
Outras professoras partilharam experiências de escrita de cartas, produções de livros...

Iniciamos o debate, incluindo a leitura do material do PNAIC.
Juliana apresenta uma perspectiva histórica das compreensões teóricas sobre os processos de alfabetização nas décadas de 1970, 1980, 1990 e atual.

Atualmente há discussões sobre o "alfabetizar letrando". E o que é isso?
Para mim, esta discussão retoma debates trazidos por Paulo Freire e seus parceiros de trabalho já na década de 1960: os processos de apropriação da língua escrita não devem estar descolados dos usos sociais da mesma. Fazendo isso, não devemos (e essa nunca foi da defesa de Freire) menosprezar a sistematização do trabalho com o sistema de escrita (na época de FREIRE, chamaríamos este trabalho de exercício reflexivo de "codificação e decodificação" da língua)

Escrita CÓDIGO ou SISTEMA NOTACIONAL?

Propriedades do SEA que o aprendiz precisa reconstruir para se tornar alfabetizado (fonte: MORAIS, 2012).
1. Escreve-se com letras, que não podem ser inventadas, que têm um repertório finito e que são diferentes de números e de outros símbolos.
2. As letras têm formatos fixos e pequenas variações produzem mudanças na identidade das mesmas (p, q, b, d), embora uma letra assuma formatos variados (P, p, P, p).
3. A ordem das letras no interior da palavra não pode ser mudada.
4. Uma letra pode se repetir no interior de uma palavra e em diferentes palavras, ao mesmo tempo em que distintas palavras compartilham as mesmas letras.
5. Nem todas as letras podem ocupar certas posições no interior das palavras e nem todas as letras podem vir juntas de quaisquer outras.
6. As letras notam ou substituem a pauta sonora das palavras que pronunciamos e nunca levam em conta as características físicas ou funcionais dos referentes que substituem.
7. As letras notam segmentos sonoros menores que as sílabas orais que pronunciamos.
8. As letras têm valores sonoros fixos, apesar de muitas terem mais de um valor sonoro e certos sons poderem ser notados com mais de uma letra.
9. Além de letras, na escrita de palavras, usam-se, também, algumas marcas (acentos) que podem modificar a tonicidade ou o som das letras ou sílabas onde aparecem.
10. As sílabas podem variar quanto às combinações entre consoantes e vogais (CV, CCV, CVV, CVC, V, VC, VCC, CCVCC...), mas a estrutura predominante no português é a sílaba CV (consoante – vogal), e todas as sílabas do português contêm, ao menos, uma vogal.

O que são sistemas notacionais?
Assim como a numeração decimal e a moderna notação musical (com pentagrama, claves de sol, fá e ré), a escrita alfabética é um sistema notacional. Nestes sistemas, temos não só um conjunto de “caracteres” ou símbolos (números, notas musicais, letras), mas, para cada sistema, há um conjunto de “regras” ou propriedades, que definem rigidamente como aqueles símbolos funcionam para poder substituir os elementos da realidade que notam ou registram.
Textos disponíveis em <http://www.cead.ufop.br/PNAIC/4%20PNAIC%20CEAD%20UFOP%20Unidade%203%20ano%201.pdf> Acesso em 21.08.2013


Para acessar slides da aula sobre SEA, produzido pela OE Juliana, clique AQUI

Nenhum comentário:

Postar um comentário