Pacto Nacional pela
Alfabetização na Idade Certa
Turma 5: 4ª feira- 8h às 11h20
Local: CEFORTEPE
Orientadora de Estudos: Juliana M. A. Vieira
Local: CEFORTEPE
Orientadora de Estudos: Juliana M. A. Vieira
Unidade
1
Síntese sobre:
CURRÍCULO
ALFABETIZAÇÃO
E LETRAMENTO
AVALIAÇÃO
Painel da aula:
Síntese do material do
PNAIC:
Definição de Currículo
Dicionário/ Aurélio
Descrição
do conjunto de conteúdos ou matérias de um curso escolar ou universitário.
Documento
que contém os dados biográficos e os relativos à formação, conhecimentos e
percurso profissional de uma pessoa.
Algumas definições de Currículo
Sacristán (1999,
p. 61) afirma que
O currículo é a ligação entre a cultura e a
sociedade exterior à escola e à educação; entre o conhecimento e cultura
herdados e a aprendizagem dos alunos; entre a teoria (idéias, suposições e
aspirações) e a prática possível, dadas determinadas condições.
O Currículo Formal refere-se ao currículo
estabelecido pelos sistemas de ensino, é expresso em diretrizes curriculares,
objetivos e conteúdos das áreas ou disciplina de estudo. Este é o que traz
prescrita institucionalmente os conjuntos de diretrizes como os
Parâmetros
Curriculares Nacionais.
O Currículo Real é o currículo que acontece
dentro da sala de aula com professores e alunos a cada dia em decorrência de um
projeto pedagógico e dos planos de ensino.
O Currículo Oculto é o termo usado para denominar
as influências que afetam a aprendizagem dos alunos e o trabalho dos
professores. O currículo oculto representa tudo o que os alunos aprendem
diariamente em meio às várias práticas, atitudes, comportamentos, gestos,
percepções, que vigoram no meio social e escolar. O currículo está oculto por
que ele não aparece no planejamento do professor (MOREIRA; SILVA,
1997).
Assim, o
currículo não é um elemento neutro de transmissão do conhecimento social. Ele
está imbricado em relações de poder e é expressão do equilíbrio de interesses e
forças que atuam no sistema educativo em um dado momento, tendo em seu conteúdo
e formas, a opção historicamente configurada de um determinado meio cultural,
social, político e econômico.
O
“currículo oculto” pelo que entendem
aquelas coisas que os alunos aprendem na escola por causa do modo pelo qual o trabalho
da escola é planejado e organizado, mas que não são em si mesmas claramente
incluídas no planejamento e nem estão na consciência dos responsáveis pela
escola. Os papéis sociais, por exemplo, são, ao que se diz, aprendidos desse
modo, da mesma forma que os papéis sexuais e as atitudes com relação a muitos
outros aspectos da vida. Implícitas em todo o conjunto de disposições estão as
atitudes e os valores daqueles
que as criam, sendo esses valores comunicados aos alunos de um modo acidental e
talvez sinistro.
Reflexões sobre Currículo
- O currículo
tem que ser entendido como a cultura real que surge de uma série de
processos, mais que como um objeto delimitado e estático que se pode planejar
e depois implantar; aquilo que é, na realidade, a cultura nas salas de
aula, fica configurado em uma série de processos: as decisões prévias
acerca do que se vai fazer no ensino, as tarefas acadêmicas reais que são
desenvolvidas, a forma como a vida interna das salas de aula e os
conteúdos de ensino se vinculam com o mundo exterior, as relações grupais,
o uso e o aproveitamento de materiais, as práticas de avaliação etc.
(Sacristán, J.G., 1995, p.86-87).
- Currículo
é o conjunto daquilo que se ensina e daquilo que se aprende, de acordo com
uma ordem de progressão determinada, no quadro de um dado ciclo de
estudos. Um currículo é um programa de estudos ou um programa de formação,
mas considerado em sua globalidade, em sua coerência didática e em sua continuidade
temporal, isto é, de acordo com a organização seqüencial das situações e
das atividades de aprendizagem às quais dá lugar. (Forquin, 1996, p.188).
- O currículo
representa muito mais do que um programa de estudos, um texto em sala de
aula ou o vocabulário de um curso. Mais do que isso, ele representa a
introdução de uma forma particular de vida; ele serve, em parte, para
preparar os estudantes para posições dominantes ou subordinadas na
sociedade existente. O currículo favorece certas formas de conhecimento
sobre outras e afirma os sonhos, desejos e valores de grupos seletos de
estudantes sobre outros grupos, com freqüência discriminando certos grupos
raciais, de classe ou gênero. (McLaren, 1977, p. 216)
1º - Os currículos escolares
transcendem os guias curriculares
2º - O currículo não é um
conjunto de objetivos, conteúdos, experiências de aprendizagem e avaliação
3º - O currículo escolar não lida
apenas com o conhecimento escolar, mas com diferentes aspectos da cultura
4º- A seleção de conteúdos e
procedimentos que comporão o currículo é um processo político
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
COLL, Cesar. Psicologia e Currículo,
São Paulo: Ática, 1996.
TYLER, Ralph. Princípios Básicos de
Currículo e Ensino. Porto Alegre: Globo, 1974.
Material PNAIC
1. CONCEITO DE CURRÍCULO – Para Moreira e Silva (1994) currículo não é um
veículo que transporta algo a ser transmitido e absorvido, mas sim UM LUGAR EM
QUE ATIVAMENTE EM MEIO A TENSÕES, SE PRODUZ E SE REPRODUZ A CULTURA.
CURRÍCULO É A CRIAÇÃO, RECRIAÇÃO, CONTESTAÇÃO E TRANSGRESSÃO.
Discutir currículo envolve conhecimentos escolares, procedimentos,
relações sociais que englobam o entorno onde acontece a aprendizagem.
2. COMO SE CONCEBE A PALAVRA CURRÍCULO NESTE CONTEXTO?
- Entende-se currículo “como as experiências escolares que se desdobram em
torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e que contribuem para a
construção das identidades de nossos/as estudantes.
- É o conjunto de esforços
pedagógicos desenvolvidos com intenções educativas.
- É todo e qualquer espaço organizado
para afetar e educar pessoas (o currículo da mídia, o currículo da prisão
etc). Aqui a palavra é empregada em referência às atividades organizadas por instituições escolares.
3. CURRÍCULO OCULTO versus CURRÍCULO FORMAL
a- CURRÍCULO OCULTO:
é todo efeito que, devido a ações não explicitadas nos planos e nas propostas
escolares, provoca, mesmo que imperceptivelmente, determinados comportamentos
não esperados. São atitudes e valores transmitidos pelas relações sociais e
pela rotina escolar: rituais e práticas; relações hierárquicas, regras e
procedimentos; organizações de espaço e tempo; modos de distribuições dos
alunos; mensagens implícitas nas falas dos educadores e nos livros didáticos
etc. Exemplos: Chamar a professora de “tia”; a maneira como se organiza as
carteiras na sala; visões sobre a família (livros didáticos) etc.
b- CURRÍCULO FORMAL: Independentemente da concepção de
currículo, é de suma importância
para a sistematização das ações
pedagógicas. É “o coração da escola”; o espaço central de atuação e de
responsabilização dos envolvidos na prática educativa.
ü “O papel do educador no processo curricular é,
assim, fundamental. Ele é um dos grandes artífices, queira ou não, da
construção dos currículos que se materializam nas escolas e nas salas de aula.”
ü COMO PENSAR O CURRÍCULO HOJE?
Professores e gestores
devem se revestir de uma nova postura para construção de um currículo
culturalmente orientado.
Transformar escola e
currículo em espaços de crítica cultural, diálogo e desenvolvimento de
pesquisas.
O professor daltônico
cultural é aquele que não valoriza o arco-íris de culturas encontrado em sua
sala da aula.
O currículo deve ser
multicultural – que aponte propostas inclusivas que compreendam as necessidades
sociais e culturais do entorno de seus alunos.
v Pensar em currículo significa recuperar o direito do
estudante ao conhecimento , assim
CURRÍCULO =
CULTURA +APRENDIZAGEM
Assim, pensar no Ensino Fundamental em nove anos, com uma proposta de
alfabetização que compreenda três anos no sistema pública pode ser o caminho .
O professor, no entanto, é aquele que dará vida às propostas
curriculares. Os ciclos de alfabetização se configuram como um produto
histórico-cultural, em que o professor
poderá propiciar aos alunos uma vivência cultural e a construção de sua
identidade, para tanto deve considerar também o que chamamos de currículo
oculto (valores, ideias que estão subliminares em sala de aula).
A
cultura é prática social, não como coisa (artes) ou estado de ser
(civilização). Nesse enfoque, coisas e eventos do mundo natural existem, mas
não apresentam sentidos intrínsecos: os significados são atribuídos a partir da
linguagem. Cultura é o conjunto de práticas por meio das quais
significados são produzidos e compartilhados em um grupo.
v O
currículo deve ser construído na prática diária dos professores, mas também não
pode ser entendido como decisão de cada um.
v O currículo deve ser fruto de decisões coletivas
compromissadas com os direitos de aprendizagem dos estudantes.
v Para Murta (2004), as escolas devem eleger um
conjunto de intenções educativas e um conjunto de diretrizes pedagógicas
articuladas em torno da prática educativa. As escolas devem considerar o
entorno , suas necessidades e todo seu equipamento cultural .
Pensar
o currículo com o intuito de romper com os paradigmas enraizados culturalmente
implica assumir o processo de alfabetização dos alunos como:
No entanto, para
“reinventar a alfabetização”, mais do que defender a volta dos antigos métodos
de alfabetização (analíticos ou sintéticos) que priorizam primeiro o ensino de
um “código” para depois os alunos poderem ler e escrever textos diversos, a autora
defende o trabalho específico de ensino do Sistema de Escrita Alfabética
inserido em práticas de letramento. Nessa perspectiva, a referida autora propõe
uma distinção entre os termos alfabetização e letramento. O primeiro corresponderia
à ação de ensinar/ aprender a ler e a escrever, enquanto o segundo seria considerado como o
estado ou a condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e
exerce as práticas sociais que usam a escrita.
Como
afirmado por ela: alfabetizar
e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria
alfabetizar letrando, ou seja:
ensinar a ler e escrever no contexto
das práticas sociais da leitura
e da escrita, de modo que o
indivíduo se tornasse, ao mesmo
tempo, alfabetizado e letrado (Soares,
1998, p. 47).
Alfabetizar é
uma tarefa complexa, mas é possível ensinar e aprender a ler e a escrever por
meio de brincadeiras que estimulem a reflexão sobre o Sistema de Escrita
Alfabética (SEA). Na alfabetização também se pode envolver as crianças em situações
prazerosas, contextualizadas e significativas que explorem a compreensão e a
produção de textos de variados gêneros orais e escritos.
Mesmo sendo
lúdico, o ensino da leitura e da escrita não é simples. Na verdade, a complexidade
da aprendizagem da escrita é uma das razões para a delimitação de um período de
tempo maior que um ano para que a consolidação da alfabetização ocorra. No
entanto, é preciso ressaltar que tal complexidade não impede que, ao final do
primeiro ano do Ensino Fundamental, as crianças já tenham se apropriado dos conhecimentos
acerca do funcionamento do Sistema de Escrita Alfabética. Podemos, assim,
diferenciar as crianças alfabéticas das alfabetizadas.
As crianças
alfabéticas são as que conseguem compreender o sistema notacional e que,
por isso, são capazes de ler e escrever palavras (ainda que apresentem
dificuldades) e, às vezes, frases e pequenos textos. As crianças
alfabetizadas, além de serem alfabéticas, são capazes de ler e produzir textos
de diferentes gêneros.
Para que ocorra
o processo de apropriação e consolidação da leitura e da escrita, é preciso
considerar, para cada ano do ciclo de alfabetização: o que queremos ensinar, os
conhecimentos já construídos pelos alunos, a natureza do objeto do conhecimento
a ser enfocado, como se organiza o SEA e como os estudantes se apropriam dele.
Ao tratarmos da
necessidade de consolidação da alfabetização, procuramos pensar em sua
definição e nas relações que se estabelecem entre a apropriação do SEA pela
criança e os eixos de leitura e produção de textos. Inicialmente trazemos para a
discussão a necessidade de mantermos o equilíbrio necessário entre os processos
de alfabetização e letramento.
Em relação à
leitura e à produção de textos, propõe-se que os alunos vivenciem atividades envolvendo
diferentes gêneros desde o 1º ano, e que no final do 3º ano possam ler e
produzir textos diversos com autonomia.
Em relação à
apropriação da escrita alfabética, espera-se que, no 1º ano, as práticas de
ensino da leitura e da escrita possibilitem à criança a construção da base
alfabética e que os 2º e 3º anos sejam destinados à consolidação das
correspondências som-grafia por meio de diversas situações significativas e
contextualizadas de escrita de palavras e textos.
Pesquisa Bernardin: Esse autor
descreveu que algumas crianças destacavam-se como ativas pesquisadoras, pois agiam como se soubessem que a
aprendizagem requer várias estratégias (prestar atenção nas palavras, analisar
e perguntar quando tem dúvidas),
aceitavam a incompletude momentânea, ou seja, tinham consciência que não se
aprende de uma vez, mas “aos pouquinhos”. Essas crianças eram capazes de nomear alguns objetos de saber
(nome das letras, como elas se
juntavam), nomeavam alguns suportes
textuais que iriam estudar na escola
(livros, revistas...). Outras crianças tendiam a ser mais passivas receptoras,
pois não conseguiam explicar o que
tinham que fazer para aprender, achavam
que tudo dependia do professor; tinham
medo de errar, tinham dificuldades de
nomear objetos de aprendizagem e suportes
textuais.
Esse autor
discute que tais diferenças no grupo resultam de que para algumas crianças há
uma concepção de escola “apartada do mundo”, indiferente às práticas sociais de
referência. Faltaria a tais estudantes a oportunidade de se interrogar sobre os
usos sociais da escrita e sobre a própria lógica de funcionamento de seu
sistema. O autor mostrou que as crianças que apresentavam atitudes ativas de
pesquisadoras tiveram a escrita e desenvolveram leitura e escrita autônomas
mais cedo que as crianças que eram mais passivas pesquisadoras.
Neste caso, o
pesquisador alerta para a necessidade de
a escola garantir situações favoráveis de aproximação entre a cultura escolar
e a cultura própria de outras esferas de interação social, assim como seria também
dever da escola propiciar condições de aprendizagem saudáveis, em que as
crianças não se sentissem ameaçadas e que pudessem ter assegurado o direito de
errar e tentar fazer descobertas, com a proteção do professor.
Podemos
verificar que, para compreender como funciona nosso sistema de escrita, são
muitos os conhecimentos necessários, que precisam ser compreendidos e
articulados.
Para que isso
ocorra, é preciso que as crianças sejam participantes de situações em que
coletivamente possam discutir sobre o que estão percebendo ao serem solicitadas
a vencer os desafios de desvendar os mistérios da escrita. Após compreenderem a
lógica do nosso sistema de escrita, ou seja, após dominarem os princípios do
sistema alfabético, as crianças também precisam ter condições favoráveis para
desenvolver a fluência de leitura e de escrita com autonomia (sem mediação de
escriba ou ledor).
Paralelamente ao
domínio do sistema de escrita, o desenvolvimento de capacidades de compreensão
e produção de textos orais e escritos, de diferentes gêneros textuais, também
requer a participação em situações favoráveis de aprendizagem, das quais as crianças
participem de modo ativo, construindo imagens positivas de si. Para isso, precisam
participar de situações em que faça sentido falar/escutar, ler/escrever, além de
ser encorajadas a ler e a escrever os textos, valorizadas em suas tentativas, auxiliadas
pelos professores e colegas, em situações de aprendizagem colaborativas.
Nos dias atuais,
diferentes demandas de ensino, em que diversas dimensões da alfabetização são
explicitadas: dimensões relativas ao eixo da análise linguística, contemplando
o domínio do Sistema de Escrita Alfabética; dimensões relativas à inserção das
crianças nas práticas sociais em que a escrita faz-se presente; dimensões
relativas à ampliação dos usos da oralidade. Todas essas dimensões, de forma
articulada, representam, na realidade, a defesa de uma alfabetização na
perspectiva do letramento, ou seja, um processo em que, ao mesmo tempo, as crianças
possam aprender como é o funcionamento do sistema de escrita (relacionar
unidades gráficas, as letras individualmente ou os dígrafos, às unidades
sonoras, os fonemas), de modo articulado e simultâneo às aprendizagens
relativas aos usos sociais da escrita e da oralidade.
A atenção
especial aos problemas de ensino do sistema de escrita passou a ser vista como
algo associado a uma pedagogia tradicional. Consideramos, no entanto, que é necessário,
no momento atual em que nos encontramos, assumir posições mais claras e esse
respeito, de modo a auxiliarmos as crianças no processo de alfabetização.
Acreditamos, que:
Para que, de
fato, as crianças estejam alfabetizadas aos oito anos de idade, necessitamos promover
o ensino do sistema de escrita desde o primeiro ano do Ensino Fundamental e
garantir que os conhecimentos relativos às correspondências grafofônicas sejam
consolidados nos dois anos seguintes. Assim, é importante que no planejamento
didático possibilitemos a reflexão sobre conhecimentos do nosso sistema de
escrita, situações de leitura autônoma dos estudantes e situações de leitura
compartilhada em que os meninos e as meninas possam desenvolver estratégias de
compreensão de textos. Aos oito anos de idade, os alunos precisam, portanto,
ter a compreensão do funcionamento do Sistema de Escrita Alfabética; o domínio
das correspondências grafofônicas, mesmo que dominem poucas convenções ortográficas
irregulares e poucas regularidades que exijam conhecimentos morfológicos mais complexos;
a fluência de leitura e o domínio de estratégias de compreensão e de produção de
textos escritos. (Caderno de Apresentação do Programa)
No entanto,
mesmo defendendo tal concepção, podemos afirmar que muitas dessas aprendizagens
não são concluídas em determinada etapa escolar. Por isso, é importante termos
clareza sobre quais direitos precisam ser consolidados e concluídos em
determinado período escolar e quais precisam ser continuamente ampliados.
Com base na
pesquisa de Bernardin (2003) citada anteriormente e de outras experiências
que temos
vivenciado, sugerimos que o professor realize:
1. Exploração do
que os alunos já conhecem, por meio de conversa.
2. Leitura e
discussão coletiva de textos variados, para atender a diferentes propósitos previamente
combinados com as crianças.
3. Produção
coletiva de textos, com discussão sobre o que está dito e o como está dito.
4. Atividades de
análise linguística, com foco em diferentes unidades da língua (letras/
fonemas, sílabas, palavras, textos, dentre outros...), seja para o ensino do
sistema alfabético, seja para o ensino de outros conteúdos curriculares
relativos à língua.
5. Atividades de
reconhecimento das práticas culturais de escrita, com reflexões sobre os gêneros
textuais (reconhecimento, caracterização quanto a aspectos sociodiscursivos, composicionais
e estilísticos), por meio da comparação de textos de um mesmo gênero ou de
gêneros diferentes, inseridas em projetos didáticos e sequências didáticas.
6. Atividades
individuais ou em duplas de leitura e produção de textos, inseridas em situações
significativas de interlocução com outras pessoas.
7. Atividades de
reflexão sobre temas e conceitos de outras áreas de conhecimento, por meio da
leitura e produção de textos inseridos em projetos didáticos ou em sequências didáticas.
Para que tudo
isso seja realizado, é necessário acompanhar o desenvolvimento das crianças e
traçar um perfil da turma, conforme trataremos no próximo texto. Nesse contexto, a avaliação do percurso pode ajudar ao
andamento do trabalho pedagógico, favorecendo
escolhas mais adequadas ao processo
de intervenção do professor.
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