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quarta-feira, 19 de junho de 2013

8o. encontro - 19 de junho

Discussão da jornada.

Quando ampliamos a jornada ampliamos o quê? Mais trabalho? Mais janelas? 
Ou temos a possibilidade de estudo e reconfiguração dos tempos de trabalho com as crianças. 
Qual a mudança que queremos e podemos implementar com a ampliação da jornada que reduz o tempo individual de cada docente no trabalho direto com  as crianças, mas amplia o tempo de trabalho pedagógico com as crianças. Aposto que coletivamente podemos oferecer um educação de maior qualidade para as crianças.
A discussão da jornada esbarra nas questões envolvidas no debate da escola de período integral, da organização dos tempos pedagógicos.
Comentamos das propostas absurdas que sugerem mais de 40 horas semanais para o trabalho docente.
ressaltei algo que tem me inquietado muito: o quanto não estudamos. Pensar em professores que não estudam...Que não conseguem sustentar em suas práticas coletivas escolares espaços e tempos de estudo... é triste.

Leitura deleite:
Livro de outra versão, digitalizado:
https://picasaweb.google.com/colecoesinfantis/OCasoDoBolinho#5346452653836118210

Retomada das discussões a partir das tarefas enviadas.
Vera traz falas das professoras do vídeo sugerido para uma das tarefas: quais são os contextos na rede de Campinas que se parecem com aqueles narrados nos vídeos com as crianças filhas da arquiteta e da professora?
Fizemos um debate em torno desta ideia de que as "realidades" diferentes afetam de maneira diferente o aprendizado das crianças.
Juliana trouxe a experiência do GERES e o conceito de "valor agregado" para dizer do quanto as escolas localizadas em bairros com população de baixa renda apresentam grande crescimento se comparamos o que as crianças sabiam quando entraram na escola e depois de um processo de escolarização.

"Toró de parpite":
 O que é planejar? Em uma palavra:

  • organizar
  • preparar
  • repensar
  • sistematizar
  • desafiar
  • diálogo
  • definir ações
  • projetar
  • prever
Leitura da obra de Esher, pensando no planejamento:


A mão lembra poder
Renata: As mudanças são difíceis pq queremos segura o conhecimento:
Antônia: será que a gente quer ou querem que  gente segure?

A esfera reflete o contexto ... O planejamento está implicado no cotidiano.


Lembra ditadura...
Sobe e ao mesmo tempo desce...



                                                          Flexibilidade...

Vídeos: Aspectos do planejamento escolar, Revista Nova Escola
             Magda Soares - sobre práticas de alfabetização


Aula que vem iniciaremos em grupo, para análise de planejamento.
Para dia 26/06 trazer rotina semanal.
Para dia 3/7- sondagem para discussão do SEA.
Escolher um texto para leitura deleite.




terça-feira, 18 de junho de 2013

Tarefa 1 - de Término da UNIDADE 1

 Tarefa 1

Na Unidade 1 dos cadernos do PNAIC, discutimos três temas:

- Currículo;
- Alfabetização e Letramento;
- Avaliação.

Para sintetizá-los pense sobre: 

Uma dúvida,
Uma certeza,
Uma reflexão.

     Temos muitas dúvidas permeadas por reflexões que, como faz todo leitor, extrapolam o que nos traz os textos. 
      Por conta da organização do projeto piloto da Escola de Educação e Período Integral, tenho vivido uma imersão em reflexões sobre a organização do trabalho pedagógico no âmbito do coletivo da escola e não somente da sala de aula. Daí as questões vinculadas à maneira com nos organizamos, como corpo docente em diálogo com a comunidade escolar para planejarmos o currículo e os processos de avaliação são grandes.
     Uma dúvida para mim seria: Como sistematizar e ter crenças e objetivos de trabalho coletivos explícitos com tão pouco tempo e dedicação para estudo NA escola?
     Como, nós professoras, nos constituímos estudantes e pesquisadoras de nosso fazer para avançarmos em trabalhos conjuntos e de qualidade?
     Para mim a qualidade não está só relacionada ao que registramos em nossas avaliações. Penso que uma escola que exclui e “ensina” aos seus alunos que eles “pouco servem” para o estudo não é de qualidade. Aqui, digo da maneira como temos restringido o poder de ação das crianças nas escolas. Como é raro que as crianças que “dão mais trabalho” ( em termos de ensino e de indisciplina) descubram-se bons produtores de conhecimento e cultura em âmbitos diferentes daqueles hegemônicos na escola.
       Então, retomo a pergunta: Como fazer para avançarmos em trabalhos conjuntos e de qualidade?
     Tenho cada vez mais certeza de que nem todo trabalho de qualidade com leitura e escrita cabe em “folhinhas” a serem coladas nos cadernos. E penso: como terá sido o registro da professora de Ed. Infantil de Campinas, citada na página 11 do Caderno 1 do ano 3, que percebeu ao escrever uma carta coletiva para outra turma que as crianças se reconheciam como leitoras: “que eu achei muito legal ter vindo deles é que eles disseram “A gente lê”, isto é, não é a professora que lê, mas é: “A gente que lê”.
      Como registramos o aprendizado da capacidade de síntese necessária ao leitor que compara textos apreendida nos momentos de leituras compartilhada e coletiva?
     Um grande questão e que vivo a me debater em aula á a construção de instrumentos de avaliação que considerem o olhar das crianças para seu crescimento e para o trabalho realizado.
      Tenho investido tempo e esforço em pensar na produção de portifólios. Sem seguir manual algum. Talvez esse nem seja o nome dele ao final do processo. Penso em um “lugar” onde diferentes registros do trabalho caibam. O texto sobre avaliação do Caderno 1 ano 3, respalda esta desejo, na página 23:
A avaliação pelas crianças, sem dúvida, pode favorecer bastante a possibilidade de rever estratégias didáticas e posturas que ssumimos em sala de aula. Incluir as próprias crianças nos processos de avaliação é também uma forma de levá-las a desenvolver compromissos com suas próprias aprendizagens. Downing e Fijalkow (1984), ao discutirem sobre a importância de os estudantes participarem de diferentes etapas do processo educativo, afirmam que “a criança encontra-se na clareza cognitiva quando sabe que aprende, quando sabe o que aprende, por que aprende e como aprende” (In: BERNARDIN, 2003, p. 132).

quarta-feira, 22 de maio de 2013

5o. encontro - 22 de maio

O que é avaliar?

 Nosso encontro de hoje aborda uma questão polêmica, organizada em três eixos:
O que avaliar?
Como avaliar?
Para quê avaliar?
O que avaliamos no cotidiano fica registrado como?
As questões morais aparecem nos registros de avaliação?

Há formas de avaliação formais e não-formais.

A subjetividade é indiscutível nos processos de avaliação.
Questões de padronização dos registros dividem opiniões. Para quê padronizar?
Algumas respostas: facilita leitura e comparação entre crianças, escolas, facilita para os pais.
O diálogo com os pais não deve passar pela adequação das FADs (Fichas de Avaliação Descritiva). Precisamos pensar em como trazer mostras do trabalho e do crescimento das crianças de outras maneiras.

Juliana nos conta do histórico do processo de implementação de Avaliação Institucional (AI).
Circularam entre nós as publicações da SME no âmbito da Avaliação Institucional. O livro "A Avaliação Institucional Como Instância Mediadora da Qualidade da Escola Pública: a Rede Municipal de Educação de Campinas como Espaço de Aprendizagem", traz embasamento teórico para o debate e trabalho com AI nas escolas.
 O livro "A Avaliação Institucional como instância mediadora da qualidade da escola pública: o processo de implementação da rede municipal de Campinas em destaque. Volume 2" traz experiências produzidas nas escolas de Campinas com a AI. Será lançado em junho.

Juliana indica leitura do  blog: AVALIAÇÃO EDUCACIONAL – Blog do Freitas, que em última postagem traz a fala de uma aluno participante de CPA, que reconhece sua importância para trabalho da escola alterando sua autoimagem como estudante.

Dos conceitos trabalhados nos trabalhos de AI, o de Qualidade Negociada é importante. Acabo de encontrar uma artigo do Luiz Carlos de Freitas.: Qualidade negociada: avaliação e contra-regulação na escola pública

Conversamos sobre os planos de trabalho necessários para a CPA, do encaminhamento e acompanhamento das demandas e do imbricamento de outras práticas participativas que incluam os estudantes neste trabalho.
Algumas professoras disseram de suas práticas semanais de assembléia de classe e do quanto a abertura para ouvir as crianças gera outros espaços de escuta e uma agilidade nos encaminhamentos daquilo que estas indicam para escola. Uma turma isolada, que realiza com regularidade a assembléia não terá sua capacidade e potencialidade explorada caso a escola não assuma este diálogo com os estudantes como fundamento para todo o trabalho pedagógico.

Mariana nos apresenta sua pesquisa vinculada ao Observatório da Educação, sobre letramento matemático realizada a partir da implementação da Provinha Brasil de Matemática no município de Itatiba, em 2011.

Mariana nos conta da análise feita do próprio material da Provinha, da dificuldade que algumas crianças encontraram por conta da ilustração das questões ou mesmo do enunciado que possibilitava duas interpretações possíveis.
A partir das questões que as crianças não conseguiram responder adequadamente (para aquilo que a Provinha solicitava) a professora da turma junto com Mariana e elaboraram sequências didáticas com o conteúdo das questões. Nestas atividades usaram o livro "POBREMAS" - ENIGMAS MATEMÁTICOS

Discutimos o quanto o currículo trabalhado pode ser determinado pelas avaliações externas.
Há ainda práticas de "preparação para a prova" que comprometem o trabalho: professoras ouviram falas de colegas que diziam trabalhar divisão às vésperas da prova para que as crianças "não esqueçam" no dia da prova!

Para próximo encontro:
Trazer FADs, dialogando com quadros das Diretrizes e Direitos de Aprendizagem.








quarta-feira, 15 de maio de 2013

4o. encontro 15 de maio

Retomamos a discussão que não tinha sido encerrada no encontro passado.

Quais os nossos desafios na prática pedagógica?
Como fazer da escola um espaço de difusão cultural?
 O livro Galileu Leu, de Lia Zatz, foi retomado várias vezes:
O trabalho com a diversidade e os desencontros entre família e escola apareceram de forma marcante na discussão.

Partimos da socialização do debate feito em grupos, divididos por ano.

Algumas experiências com o trabalho realizado com literatura e formas de trazer os textos que circulam em casa para sala de aula foram compartilhadas:
 trabalho com Monteiro Lobato - gerando desencontros com pastor da igreja de uma criança e a forma como a professora resolveu esta questão
trabalho com receitas ( como elas se organizam em casa?, como aparecem na escola?)
mochila de leitura

Entramos no debate sobre a Provinha Brasil que foi aplicada nas escolas na semana passada.
Mariana compartilhou conosco pesquisa feita na rede municipal de Itatiba, analisando a aplicação e trabalho da Provinha Brasil por uma professora. Trouxe críticas ao material e à forma como a utilizamos na escola.

Juliana sugere estudo dos textos: Práticas de Letramento e o Processo de Avaliação, das páginas 80 à 86 das Diretrizes da Rede e o livro sobre É preciso "ensinar" letramento? da Ângela Kleiman

Entramos no tema alfabetização

Terezinha compartilha conosco atividades avaliativas (como diz) com o tema Chapeuzinho Vermelho.
Cristina nos trouxe uma foto com olhar de encantamento de uma aluna sua, dizendo que não consegue capturar este encantamento nas avaliações.


O que é avaliar?









Primeiro encontro 17.04

  1. Apresentação da Turma
  2. Apresentação do programa
  3. Vídeo Menino da índia
  4. Leitura “Direitos de Aprendizagem”
  5. Tarefas para próximo s encontros
  6. Assinatura das listas
O que sabemos sobre o Pacto?
Para Inglês ver
Programa do Governo Federal para dizer que “está fazendo o que pode” e que a responsabilidade é nossa.
O que é idade certa?
Pensando no histórico das escolas e das crianças, consideramos a singularidade de tempos e vivências é difícil colocar a Idade Certa para alfabetização.

Qual a nossa expectativa?
Aprender algo a mais...
Fazer parte de um grupo de professoras alfabetizadoras
Participar de um curso a nível nacional

Retomar o verbo esperançar...

A desesperança das sociedades alienadas passa a ser substituída por esperança, quando começam a se ver com os seus próprios olhos e se tornam capazes de projetar. Quando vão interpretando os verdadeiros anseios do povo. Na medida em que vão se integrando com o seu tempo e o seu espaço e em que, criticamente, se descobrem inacabados. Realmente não há por que se desesperar se se tem a consciência exata, crítica, dos problemas, das dificuldades e até dos perigos que se tem à frente. (...)

E os esquemas e as “receitas” antes simplesmente importados, passam a ser substituídos por projetos, planos, resultantes de estudos sérios e profundos da realidade. E a sociedade passa assim, aos poucos, a se conhecer a si mesma. Renuncia à velha postura de objeto e vai assumindo a de sujeito. Por isso, a desesperança e o pessimismo anteriores, em torno de seu presente e de seu futuro, como também aquele otimismo ingênuo, se substituem por otimismo crítico. Por esperança, repita-se.

(Paulo Freire, Educação como Prática de Liberdade, 1967, p.53)

Juliana apresenta o Pacto:

O que significa estar alfabetizado?

Compreender o sistema alfabético de escrita e fazer uso de textos de circulação social.

O tempo destinado à alfabetização é de 3 anos do Ciclo I. O que é ciclo? Algumas escolas experimentaram o trabalho compartilhado com crianças do mesmo ciclo, trocando professoras, agrupando-as de maneiras diferente, periodicamente ( a cada 15 dias) ou uma vez por semana.


Palestra Prof. Clécio Bunzen


Material usado em Palestra do prof. Clécio em 09.04.2013
http://prezi.com/3s9p0d0uvl4o/apresentacaomunicipio/?utm_source=website&utm_medium=prezi_landing_related_solr&utm_campaign=prezi_landing_related_author

Pacto – abertura palestra do professor Clécio Bunzen                                                                                                              Breve registro

Clécio é professor responsável pelo Projeto Trilhas no estado de São Paulo e diz que Campinas ainda não assinou adesão ao programa que inclui jogos e livros de literatura infantil para os 1os anos.
A formação para um representante de cada cidade será dias 22 e 23 de maio .
O outro, que nos faz cada vez mais humano, nos impele ao uso da escrita e da leitura.
A Política pública do PNLD induziu, nos últimos 10 anos, entrassem nas escolas, livros com mais textos de circulação social  (menos cartilhescos) e propondo mais escrita para as crianças.
Conceito de gênero do discurso nos ajuda a pensar e produzir a circulação de gêneros.
Pra a pergunta:
- Como se ensina?
Temos muitas respostas!
A pergunta:
- Como se aprende?...
É recente. A fazemos por conta do desenvolvimento dos estudos da psicologia infantil.
Precisamos nos perguntar:
- Como se aprende a oralidade?
- Como se aprende o uso de parágrafos?...
Estas perguntas exigem uma formação que não temos naquela recebida nas faculdades de pedagogia. Nenhum curso de Pedagogia dá conta.
Há que se estudar uma amplidão de conhecimentos lingüísticos e não só...
O que vê do material do Pacto?
  1. Trabalho sistemático com o SEA e o uso social de diversos textos.
  2. A avaliação dos alunos nos ajuda na definição do planejamento.
Como avaliamos?
As hipóteses de escrita nos ajudam em UM tipo de registro para UMA questão a ser trabalhada com as crianças, que nos iludem... Vemos que as crianças avançam nas hipóteses e nos “sentimos tranqüilas”, pensando “eles estão crescendo...” E como avaliamos a apropriação da pontuação? O desenvolvimento da oralidade? Qual o registro para estas formas de avaliação?
  1. A organização de diferentes modos de organização do trabalho pedagógico. Isto é sistematizar o ensino. Daí as sequências didáticas nos ajudam. Não podemos preencher tempo e apresentar diversas atividades diferentes sem objetivos e diálogos entre os materiais.
  2. Discutir a alfabetização como processo e não como produto. Nesta discussão trazer as produções da profª Ana Luiza Smolka é fundamental. Autora que quase não aparece, se é que aparece, nos materiais do Pacto. Isso indica concepções diferentes de alfabetização. Esta análise deve ser feita para sabermos de onde falam as autoras e quais concepções estamos discutindo e pq esta e não outra prevalece no material.
Da cultura escrita:
A escola deve constituir-se como uma comunidade aprendente, com uma comunidade de práticas: como produzimos junt@s materiais que circulem para além dos muros da escola?
Como a cultura do impresso circula na escola? Que usos fazemos do material impresso: dicionários, listas telefônicas, catálogos, gibis, revistas, jornais, cartazes, folders, enciclopédias (novas, com belas imagens!)...?
Como a cultura do manuscrito circula na escola? Cartas, bilhetes...
Como interagimos com a cibercultura na escola? Blogs, buscas na internet, envio de emails... Há uma situação didática descrita no texto das diretrizes, p. 86. Vivemos hoje a “cultura do comentário”... isso chega na escola?
O processo de alfabetização se constitui em uma relação cultural, histórica e sociocognitiva com um sistema de escrita alfabética

PNAIC - Pacto pela Alfabetização na Idade Certa

O Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa ...

É um acordo formal assumido pelo Governo Federal, estados, municípios e entidades para firmar o compromisso de alfabetizar crianças até, no máximo, 8 anos de idade, ao final do ciclo de alfabetização.

Objetivo imediato:
É a alfabetização em Língua Portuguesa e Matemática, até o 3º ano do Ensino Fundamental, de todas as crianças das escolas municipais e estaduais urbanas brasileiras.

Caracteriza-se pela:
- Integração de diversas ações e diversos materiais que contribuem para a alfabetização:
- Compartilhamento da gestão do programa entre Governo Federal, estados e municípios;
- Orientação de garantir os direitos de aprendizagem e desenvolvimento, a serem aferidos pelas avaliações anuais

(texto usado pelo OE. Juliana Vieira)