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domingo, 14 de outubro de 2012

Diálogos sobre Diálogos no Rio de Janeiro

Não participei do encontro do dia 7 de agosto.
Nessa semana estava no Rio de Janeiro participando do Congresso Internacional Diálogos sobre Diálogos, realizado em Niterói, no Rio de Janeiro.
No encontro do dia 14, Ítala e Dani, pediram que eu socializasse como foi o congresso.
A prosa foi boa e colocarei pouco dela aqui. Foi quase que uma defesa pela participação quase obrigatória de todos nós em congressos desse tipo.
Narrei um pouco de minhas aprendizagens por lá: da cidade maravilhosa, até o conhecimento do modo como funcionam as redes de ensino públicas e algumas de suas questões no Rio. Disse que tirei uma das tardes para visitar museus e em especial, disse de meu encantamento pela Biblioteca Nacional. Da notícia de que TODO LIVRO publicado no Brasil tem ma cópia na Biblioteca! A Biblioteca não impressiona apenas por seu tamanho, mas pelo trabalho lindo que realiza guardando tanta história de nosso país em páginas protegidas em seus cofres, digitalizadas de jornais, expostas em manuscritos...Estar alí e ver aquela arquitetura linda e pisar nos ladrilhos  centenários que tantos de nossos escritores mais famosos pisaram foi mesmo uma emoção bem grande!
Estar alí com um grupo de professoras também!
As partilhas e a valorização do que nos propomos a partilhar não encontramos em nenhum outro espaço! Os congressos são lugares de encontro que precisamos valorizar mais!

Eis o resumo do trabalho que apresentei por lá:


O DIÁLOGO E O TEMPO: CONFLITOS NA APOSTA RADICAL DE ASSUNÇÃO DOS SABERES DAS CRIANÇAS NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO.

Maria Fernanda Pereira Buciano
SME / Campinas; GEPEC / FE - UNICAMP
Guilherme do Val Toledo Prado
GEPEC / FE - UNICAMP

Resumo:
Este trabalho foi produzido por meio da pesquisa realizada no encontro de dois docentes, uma da escola básica, outro universitário. Uma professora que se constituiu pesquisadora do/no/sobre/com o trabalho pedagógico que realiza em diálogo com tantos... alunos, alunas, professores e professoras. Outro professor, que sendo há mais tempo pesquisador ousa parceria para investigação dessa mesma prática, trabalhando na orientação da primeira.
Produto dessa parceria foi a produção de uma dissertação de mestrado, analisando materiais produzidos no período de 2008 a 2010 pela professora-pesquisadora de educação básica com seus alunos.
Assim, avaliaram a maneira como foi construído trabalho pedagógico em sala de aula a partir de princípios pautados na concepção de diálogo encontrada nas obras de Paulo Freire.
Esta análise está imersa em um contexto de escola pública, organizada em ciclos, e especificamente diz da experiência que vive a professora dos anos do ciclo inicial de alfabetização, onde a organização do tempo é marcante nos debates e no planejamento do trabalho pedagógico escolar.
O tempo de vida das crianças, o tempo destinado aos conhecimentos vinculados ou não à alfabetização e letramento, o tempo esperado para que se alfabetizem, ‘os tempos’ exigidos por um trabalho que se pretenda dialógico... e - entre tantos ‘tempos’- o tempo das avaliações que fazemos do trabalho realizado na escola, que também é um tempo de diálogo entre professora e alunos.
Partilhamos essa reflexão sobre o tempo na organização do trabalho pedagógico, destacando os conflitos gerados nas tensões vividas como parte constituinte do movimento dialógico que busca ampliar espaços democráticos na escola. Tensões geradas principalmente na maneira quando, de certa forma, tomamos o tempo como um dos parâmetros usados para avaliações, a partir de ‘tempos extra-escolares’, desconsiderando a história e o processo de elaboração das produções que realizamos na escola.

Palavras-chave: Diálogo; Tempo; Alfabetização; Conflito.




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